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Estudante de jornalismo, apaixonado por séries de tv, filmes e livros, além de cultura, música e coisas viajadas. É basicamente isso que vai ter por aqui.
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terça-feira, 11 de maio de 2010

The Sound of my Tears


















Não sei o que me leva a escrever isso. Nem muito menos imagino que você irá reagir de uma maneira diferente da que eu espero. Sei que isso de nada vai adiantar. Sei que você não precisa ouvir nada disso. Mas o problema aqui é que eu preciso falar. E há muito tempo eu já parei de me importar com o que você vai pensar sobre as palavras que rudemente despejo.
Eu te amei mais do que a mim mesmo. Você me disse que eu era especial e que era diferente de todos. Que eu possuía uma aura resplandecente e que você queria recostar a cabeça no meu peito e dormir. Em que ponto nós erramos (ou eu errei) para que tudo isso mudasse subitamente?
Agora eu me sinto sozinho e você nunca está por perto. Você não está lá para me abraçar ou para me dizer que tudo vai dar certo. Você não está lá para estender os dedos e amparar minhas lágrimas. E é por isso que eu vou embora da tua vida. Mas eu não queria ir. Eu queria ficar. Eu queria que você me pedisse para ficar. Mas você não vai pedir e eu não vou esperar.

Nota: Texto escrito originalmente em 2007. Estava fuçando nas minhas coisas antigas, encontrei e decidi transcrever aqui.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Brave New World

Caiu. O mundo acabou, então por que tudo mundo continua seguindo em frente como se nada acontecesse? As defesas vieram abaixo, dominados viraram dominadores. Corram todos. Salve-se quem puder.

Eu não quero mais isso. Não aguento mais esse zumbido irritante no meu ouvido. Parem. Parem. Meu estômago não aguenta  olhar para esse sangue que jorra descontroladamente.

Julgamento. Condenação. Provas? Olhe ao seu redor, baby. Que mundo é esse onde valores como hipocrisia e violência se sobrepõem àqueles que conhecemos primordialmente? Falsidade is the new black.

Sujo. Só. Alguém aí ouviu falar em contaminação por osmose? Mas eu não ligo. Pouco me importam os outros. Pouco me importa meu próprio eu.

Até que você surge. Abre os braços em minha direção, como se mais nada existisse. Sorriso. Alegria? Não. Apenas a inútil constatação de que ainda pode existir vida. Você chora. Lágrimas salgadas. Lágrimas de sangue. Não, eu não quero te desprezar. Não quero te criticar.

Eu quero é botar você no colo. 

Quero fugir dessa redoma. Desse ciclo doentio. Sair para longe. Bem longe. Longe de tudo.

Para outro mundo. Um admirável mundo novo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

It's over.



O circo se fechou. Não dissem que "aquilo que é realmente nosso nunca se vai para sempre"? 

Voltou. Como um trovão, atravessou o espaço que ouso chamar de vida.

Um trovão não.
Dois.
Três.


Uma tempestade imensurável, incontrolável e inesgotável.
Uma onda.

Fez bem? Mal de todo não fez. Não dizem que tudo é dúbio? O bem e o mal estão em cada nano-partícula. Estão na essência de todas as coisas e dificilmente se enclausuram. 

O que nos (me) resta? Encontrar, por mais difícil que possa parecer, um equilíbrio.

Equilíbrio. Meio termo. Torpor. Negação.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Psicose

A luz do sol entrou pelas frestas do meu quarto sujo e fétido, obrigando-me a levantar. Inspirei o ar, mas foi como se o mesmo não chegasse as minhas narinas e estancasse no meio do caminho. O mundo que meus olhos captaram transmitia uma frieza e uma quietude angustiantes. O cinza das paredes misturava-se com o tom amargo que minha vida adquirira aos poucos.

Ainda sentado, observei uma borboleta entrar pela janela aberta. Parecia ser composta, pura e completamente, de tons escuros. Sem que o inseto percebesse, fechei-o em minha mão e esmaguei, reunindo toda força que ainda habitava em mim.

Assim como o coração de um apaixonado precisa de beijos e gestos de amor para continuar batendo, meu coração precisava da dor da perda para continuar a existir. Precisava dela para lembrar-me de minhas metas. Precisava que ela, todo dia, me mostrasse o motivo de ter tomado um caminho tão negro e depressivo. No fundo, eu aprendera a conviver com o sentimento angustiante. Meu coração era, por inteiro, um grande átrio cinza. De tons irreversíveis.